... em meio as reticências, 

entre parênteses e colchetes; 

saem  meus poemas: 

( sabedorias ) 

para todas  almas; 

que exclamam, 

que interrogam, 

por tão pequenos mistérios. 

 

8º)- [ [..olhe para o céu

(esse teto azul)

veja as formas, algumas sequer imagina...

outras porém busque enxerga-las.

... ali, bem além... há um infinito

que o Homem não alcança.

Olhe profundamente pelo corpo

e encontre a essência que o move.

E saiba que... dos olhos para cima há ‘um’ além,

dos olhos para dentro ‘outro’ além,

(esse... pode desvenda-lo até o limite do seu fim).

(... daí todo bem, todo mal, toda crença, toda sapiência,

qualquer ato criado, qualquer filosofia, qualquer mistério...

                                      e todo segredo  resolvido),

fluirá para o Todo

de onde uma criação oculta

(continuada)

dos espaços inacabados...  (ainda se realiza);

[ já que a arte de criar para quem cria nunca se finda.]

 

... olhe para o Universo,

(esse espaço único)   entre EU e você

e saiba das formas acima ou abaixo,

que SOU uma delas!

Não me pergunte,

Quem?  Qual?

 

 [ irá imagina-la após o seu fim.]

 

... Sendo assim, continuarei a SER ( aquele teto azul )

(tão indefinido...  tão infinito.)

 

... e só, além de mim, estará você ... muito além.

Tudo que criei não foi totalmente para o fim.

Criatura, agora olhe para mim! ]]

 

 ...  em meio

as reticências, 

entre parênteses e colchetes, 

tantas almas 

reenganam 

por tão  misterioso segredo: 

( O  CRIADOR, a criatura. ) 

 Élsio Soares 

 

 

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