NINHO DOS SOLITÁRIOS
v o a
rente teu leito,
no espaço vago do penha
s
c
o
(Arde frio a dor do pouso...)
foge da solidão,
onde minhas asas
amassadas ora afagam!!...
Élsio Américo Soares
TU
Onde eu agourado me trucidava...
Teus passos revoados de neblina
Respingaram-me na minha ferida.
E...
D’onde o bálsamo por onde passavas
Inebriava-me...
E a mente do meu animal
Se ocupar com a vida...
Ah bela!...
CÁRCERE
Precipia o olhar
No áspero sonhar de velas,
Os trôpegos passos
Enterro encalços...
Co’o véu negro
Vou aninhar no coalhar da cela,
Onde um cego
Me vela como águia,
Como se fosse uma ferra sem fôlego
E amassado feito pão do diabo!!
Tente ser,
que será uma poesia criminosa
(uma assassina tão misteriosa),
e fará de mim um réu condenado...
Tente primeiro poetizar teu crime,
ao seduzir-me no pecado mortal dos poetas...
Tente
daqui a cem mil anos
ou nesse instante,
ser minha fantasia eterna,
ser a virgem minha amada
ou ser: poesia do nada!
ANTI – CONCEPÇÃO
Tente poetizar teu crime
de ter me beijado a boca
ter sido tão amiga da minha alma
e me ter feito pecar todo o corpo...
Tente conscientizar o passado,
que me verá nu
feito ainda menino
aprendendo de ti
o que para mim é futuro...
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